Capt. 11 – Jornais e Visitantes

Capt. 11 – Jornais e Visitantes

Amparo nos jornais 23/4/1862 – Correio Paulistano – “no Amparo há casas muito importantes, fazendeiros muito ricos” 27/3/1870 – Diário de São Paulo – Amparo, “um dos municípios mais florescentes e de mais esperanças do sul da Província” – debate na Assembleia. 24/5/1862 –Correio Paulistano– “a população de Amparo é de origem campineira e tem escassas relações com Bragança” 17/1/1871 – Correio Paulistano – Amparo – Linha postal particular – descrição elogiosa do município. 15/9/1871 – Correio Paulistano – “americanismo puro” – os yanques de Amparo. 5/5/1872 – Diário de São Paulo – debate – migração de campineiros. 27/12/1878 – O Estado de São Paulo – Colégio Franco-Brasileiro em Amparo. 15/10/1879 – A Constituinte (órgão liberal) – “Lemos na Epocha, do Amparo: “estação suspendeu recebimento de café;  todos os compartimentos estavam lotados”.   Adventícios e visitantes importantes E passaram por … Continue...
Capt. 12 – Amparo nas Guerras

Capt. 12 – Amparo nas Guerras

Os amparenses têm lutado por sua terra? Quando examinamos nosso passado nos surpreendemos ao perceber que temos uma rica história militar. Aprendemos que não somos um povo guerreiro, mas que, quando necessário, sabemos nos bater pelas nossas causas.  E, aparentemente, nossa localização geográfica envolve aspectos estratégicos porque, por diversas vezes, temos sido envolvidos em conflitos armados originados de lugares distantes. Sabe-se que José da Silveira Franco, filho do patriarca Francisco da Silveira Franco, participou da Guerra da Cisplatina, de onde regressou com o posto de capitão e casado com uma uruguaia, D. Maria Jacob Franco.  As notícias sobre esse batismo de combate de um amparense, porém, são escassas. O primeiro confronto bélico bem conhecido teve amparenses de ambos os lados.  A Revolução de 1842, promovida pelos liberais, liderados pelo padre Feijó e pelo brigadeiro Tobias de Aguiar contra o governo … Continue...
Capt. 13 – Amparo na história do cotidiano

Capt. 13 – Amparo na história do cotidiano

Amparo passou por outros eventos marcantes?  Ou nada mais importante aconteceu aqui? Como qualquer lugar, vivemos acontecimentos variados, uns felizes e outros desagradáveis.     Sim, tivemos outros eventos que marcaram a memória – alguns bem ruinzinhos, como crimes e desastres naturais, enchentes, terremotos, furacões, gafanhotos, geadas e epidemias, mas também festas inolvidáveis, visitas ilustres e fatos sociais importantes. A cidade é bastante salubre, distante de pântanos, batida de ventos saudáveis, com boas águas, e isso nos preservou das epidemias de febre amarela que devastaram Campinas, Santos, o Rio de Janeiro e tantas outras cidades brasileiras. Mas tivemos que lutar muito para conter a varíola; a construção de hospitais de isolamento e a vacinação nos permitiram superar essa terrível moléstia. Depois, em 1918, fomos assolados pela pandemia mundial da “gripe espanhola”, contra a qual não havia defesa. E ainda na segunda metade … Continue...
Capt. 14 – Amparo no hoje

Capt. 14 – Amparo no hoje

Amparo e seu equipamento urbano Até agora cuidamos do passado. E hoje? Como é o Amparo de nossos dias? Somos dignos de nossos ancestrais? A cidade progrediu como se esperava? Neste início de milênio, podemos nos gabar de que Amparo tem todos os equipamentos urbanos de uma cidade moderna.  Abastecimento e tratamento de água, rede de esgotos, iluminação pública, pavimentação, tratamento de esgotos – hospitais e leitos hospitalares – postos de saúde – serviço de ambulâncias – corpo de bombeiros – companhia de Polícia Militar –  escolas e vagas – ruas e praças – jardim público – parque municipal – edifícios públicos – prefeitura – fórum – Observatórios Astronômicos, dois… –  seria preciso um Jorge Pires de Godoy para listar tudo num Almanaque… Amparo na Cultura E tem, como já mencionamos, no setor cultural: biblioteca pública – museu – academia … Continue...
Capt. 1 – O Ufanismo

Capt. 1 – O Ufanismo

“Porque me Ufano do meu Amparo” Janeiro de 2018 José Eduardo de Godoy Á Há mais de um século o Conde Afonso Celso publicou uma obra intitulada “Porque me ufano de meu pais”. Nesse livro ele enumerava as inúmeras vantagens e riquezas do Brasil, dando origem a uma corrente denominada “ufanista”, ultra-nacionalista, embora não xenófoba.  A esquerda, que é cosmopolita, e a direita financeira, ligada aos grupos econômicos internacionais, odeiam essas idéias e sustentam que elas atrapalham o progresso do país. Essas idéias não eram novas. Elas remontam ao nosso caro escrivão da frota de Cabral, Pero Vaz de Caminha, que escreveu ao Rei de Portugal, dizendo que “a terra é chã e fermosa, nela em se plantando tudo dá”. Depois vieram Pero de Magalhães Gandavo, Frei Vicente do Salvador, Fernão Cardim, Gabriel Soares de Sousa e Ambrósio Fernandes Brandão, … Continue...
Capt. 2 – O Amparo

Capt. 2 – O Amparo

E Amparo? Temos razão para nos ufanar dele? Aqui também há, entre alguns moradores, um sentimento de frustração, de desânimo, que se exterioriza por um certo desinteresse pelos assuntos do município.  Outros se encastelam em postos chaves de instituições e as deixam morrer, alegando que nada pode salvá-las.  Um terceiro grupo, enfim, por inveja ou por ódio pessoal, aplaude todas as medidas que prejudicam ou empobrecem a economia do município. Há, pois, necessidade de uma reação que neutralize esses sentimentos negativos. Somos uma cidade pequena, mas não miserável, nem atrasada.  Ao contrário, Amparo é um lugar próspero e culto, com um passado rico e um presente de trabalho e progresso e um futuro que pode ser brilhante.  Só depende de nós, amparenses! Vamos rever o que sabemos de nossa cidade.  Vamos redescobrir quem somos, o que fazemos e o que … Continue...
Capt. 3 – A terra do Amparo

Capt. 3 – A terra do Amparo

Antes, entretanto, que recapitulemos os amparenses e suas obras, cabe um breve elogio à terra da qual, em última análise, tiramos o nosso sustento. É preciso ressaltar que nós, amparenses, vivemos em “terras chãs e fermosas” abençoadas por Deus, “nas quais, em se plantando, tudo dá”, banhadas por dois belos rios, o Camanducaia e Jaguari.  O relevo acidentado dificulta a mecanização em boa parte do município, mas a fertilidade do solo compensa largamente a produção de café, frutas e até mesmo de cereais como o milho e o feijão, além de batatas, mandioca e uma infinidade de outros gêneros.  Já mencionamos que éramos o primeiro ou segundo maior produtor mundial de café na década de 1870, e em 1905 Amparo era o segundo maior produtor agrícola do Estado, com 9.661:700$000; entretanto, já em pleno século XX, no governo Geisel, uma … Continue...
Capt. 4 – Os Amparenses

Capt. 4 – Os Amparenses

Voltemos aos amparenses. Quem são eles? O que tem feito nos últimos duzentos anos? Quem, para efeito deste trabalho, é amparense? Adotamos o princípio do “jus sanguinis” – “filho de amparense é amparense” …  –  Todos os que nasceram em Amparo e seus filhos, todos os que moraram em Amparo e, conforme o caso, também seus filhos.  E há personagens históricos que simplesmente passaram por Amparo, alguns dias ou horas, mas que pertencem a nossa História. Decidimos incluí-los também, para não mutilar esta resenha. Então, começando pela política, vejamos quais são os destaques. Em nível municipal, no Império, o comando político se alternou entre conservadores e liberais, embora os republicanos ganhassem força a cada dia. O chefe conservador era o Dr. Francisco Antônio de Araújo, e o liberal era o Barão de Campinas, embora este nunca houvesse ocupado cargos políticos.  … Continue...
Capt. 5 – Política

Capt. 5 – Política

  Gilberto Bueno Schlitter Silva – amparense, foi Subsecretário Geral da ONU.  O Secretário Geral da ONU é, teoricamente, a maior autoridade do planeta. Na prática… quem manda são as grandes potências.  Gilberto Schitter foi quem pessoalmente interveio e resolveu o conflito entre o Vietnã e o Cambodja, acabando com a guerra entre essas nações, além de outras realizações. Laudo de Camargo – amparense, presidente do Supremo Tribunal Federal – foi interventor em São Paulo em 1932, tendo governado o Estado por alguns meses. Prestes Maia – amparense, urbanista, prefeito de S. Paulo duas vezes. Wladimir de Toledo Piza – prefeito de S. Paulo, serrano, mas filho de mãe amparense. José Pires Neto – amparense, foi prefeito de Campinas duas vezes. José Maria Whitaker – ministro da Fazenda duas vezes, em 1930 e 1954 – é mencionado numa notícia como … Continue...
Capt. 6 – Religião

Capt. 6 – Religião

E nas atividades religiosas, tivemos quem se notabilizasse?  Mas é claro! Há nomes que não podem ser esquecidos, porque alguns fazem parte da História do Brasil. O Cardeal Leme, filho de amparense, neto de Francisco da Silveira Franco, foi o segundo brasileiro a alcançar a púrpura cardinalícia. Grande orador sacro, pregou várias vezes em Amparo e manteve ligações estreitas com a cidade. Teve atuação decisiva na Revolução de 1930, quando convenceu Washington Luís a deixar o Catete, sem resistir, o que evitou um banho de sangue na ocasião. E D. Roberto Pinarello de Almeida, bispo de Jundiaí, amparense da gema, grande orador sacro, reitor da PUCCAMP, é uma de nossas glórias. O Padre João Manuel de Carvalho – potiguar, deputado geral no Império –  foi vigário de Amparo por duas vezes, além de participar da política local e de dirigir … Continue...