PEREIRA

 

Este título precisa ser reorganizado, ficando o Tronco II como Tronco Geral, e os demais Troncos como Capítulos dele, exceto os troncos VI e VII, que tem origem familiar diversa.

 

           TRONCO  I

 

I – Pereira é uma das famílias mais antigas do Amparo. Um dos bairros mais próximos da cidade é exatamente “os Pereiras”, denominação que remonta ao princípio do século XIX. Como outras muitas famílias, esta tem diversas origens em nossa terra. Vários casais com esse sobrenome aqui se fixaram, sem que se possa estabelecer por enquanto qual a relação de parentesco entre eles. Por isso, a separação em troncos distintos é ainda uma necessidade.

Ana Joaquina Pereira  (cujo nome Silva Leme ignorava, mas cujo parentesco pudemos estabelecer pelo impedimento dispensado no casamento de seu filho Floriano com uma filha de Albina Maria de Lima. Existe, porém, um resto de dúvida, pois poderia ser filho de seu primo  de igual nome, Francisco de Lima Bueno, filho de Manuel de Lima Rocha, e casado com uma Ana da Silva, mencionado por Silva Leme em 3:145. O elevado grau de    de consaguinidade – 20  grau – nos leva a entender que os nubentes eram primos irmãos, o que afastaria o referido por Silva Leme na página 145), foi casada com Francisco de Lima Bueno (veja LIMA BUENO). O encontro de seu testamento, lavrado em 18/6/1853 (1ºof.4:6v)afastou qualquer dúvida: Ana Joaquina Pereira, filha de Manuel Antônio Pereira e de sua mulher Francisca Maria Xavier – tronco II, foi casada com Francisco de Lima Bueno. Nesse testamento nomeou para testamenteiros seu irmão Felipe Antônio Pereira e seus sobrinhos Bento Antônio de Moraes e José Bonifácio Pereira.  Ana Joaquina Pereira e Francisco de Lima Bueno foram pais de:

1 – Luís de Lima Bueno, casado com Marinha de Sousa Sardinha; pais de

1.1 – Antônio, batizado em 1836;

1.2 – Maria, batizada em 1837;

2 – Maria Joaquina da Conceição, casada com Jacinto de Godoy Bueno

3 – Floriano de Lima Bueno, casado com Gertrudes Maria de Jesus, filha de Desidério Franco de Moraes e Albina Maria de Lima.

4 – Antônio, batizado no Amparo em 1829 (BA-1:5v), não mencionado no testamente, provavelmente falecido na infância.

5 – Joaquim, batizado no Amparo em 1834 (BA-2:41)

6 – João;

7 – Pedro;

8 – José;

 

TRONCO  II

 

II – Manuel Antônio Pereira, casado com Francisca Maria Xavier, gente de Bragança, mas moradores no Amparo desde 1832 pelo menos. Foram pais de:

1 – Francisco Antônio Pereira, casado em 1832 no Amparo com Ana Jacinta de Oliveira, viúva de Manuel Joaquim Pereira. Esta faleceu e Francisco Antônio casou novamente em 1845 com Eufrásia Franco de Jesus, viúva de Rafael de Godoy Bueno e irmã de Ana Jacinta de Oliveira. Francisco Antônio foi um dos maçons que outorgou procuração em 4/3/1875 ao Conselheiro Joaquim Saldanha Marinho para protestar contra a bula papal que excomungava os maçons.

2 – Delfina Maria de Jesus, casada em 1817 em Mogi Mirim com José Leme da Silva, filho do Sargento Mor João Leme da Silva e de sua primeira mulher Ricarda de Oliveira (SL, ). Delfina e José tiveram, q.d.:

2.1 – Francisca Maria de Oliveira, natural de Mogi Mirim, casada no Amparo em 1837 com Pedro Antônio de Moraes, filho de João Batista de Moraes e Maria Antônia Pereira;

2.2 – José Leme da Silva, padrinho de batizado junto com sua mãe em 1837;

3 – Tenente José Antônio Pereira (só identificado por servir de padrinho junto sua irmã Delfina Maria de Jesus), casado com Ana Rita de Cássia, já moradores no Amparo em 1829. Era natural de Parnaíba. O Tenente foi figura destacada nos primeiros tempos da cidade, tendo sido Juiz de Paz em 1847. O Tenente José Antônio era dono de um sítio de 400 alqueires no bairro da Barra, que havia comprado antes de 1856 de Joaquim Antônio de Sousa e sua mulher Maria Angélica da Silva. O Tenente José Antônio Pereira testou em 10/11/1864, quando ainda não tinha filhos de sua segunda mulher (1ºof.12:80). Em 1876 cuidava-se do inventário do tenente (1ºof.35:159)

O Tenente José Antônio Pereira casou uma segunda vez com Maria da Silveira Campos (sem geração segundo algumas fontes, o que é um equívoco, porque encontramos três filhos), mas ele e Ana Rita de Cássia tiveram 24 filhos, 18 deles falecidos na infância:

3.1 – Maria, batizada em 1829;

3.2 – Eufrásia, batizada em 1830;

3.3 – Antônia;

3.4 – Joaquim, batizado em 1834; provavelmente falecido na infância.

3.5 – Joaquim Antônio Pereira, batizado em 1843, estava casado em 1864 com Tomásia Leopoldina Guimarães, filha de Manuel Fernandes Guimarães e Albina Carolina da Silveira (CA-5:49), ocasião em que, junto com outros herdeiros vendeu uma casa na Rua Direita, com fundos para a Rua da Boa Vista, havida por herança de Rita Maria de Cássia (1ºof.12:102); também vendeu pouco depois metade do escravo Sabino, que houvera por herança de seu sogro (1ºof.12:173v).

3.6 – Eufrásia de Cássia Vasconcelos, outra, batizada em 1835; casou em 1857 com Cyrino Antônio Dantas de Vasconcelos, filho de Januário José Dantas de Vasconcelos e de Gertrudes Maria da Conceição;

3.7 – Américo Antônio Pereira, batizado em 1837, casou em 1857 com Josefina Marcelina Dantas, filha do Alferes Januário José Dantas de Vasconcelos e de Gertrudes Maria da Conceição. Foi membro do Conselho de Intendência Municipal do Amparo em 1891 e foi um dos maçons que outorgou procuração em 4/3/1875 ao Conselheiro Joaquim Saldanha Marinho para protestar contra a bula papal que excomungava os maçons. Josefina faleceu em 1921. Foram pais de:

3.7.1 – Coronel Alonso Dantas Pereira, político amparense, vereador, vice-prefeito, prefeito interino, delegado de polícia. Pessoa muito estimada pela sua bondade e lhaneza de trato, foi casado com Elmira Cintra Pereira. Foi pai de:

3.7.1.1 – Paulo Cintra Pereira, bancário; viveu até os 90 anos, amigo pessoal do autor destas linhas.

3.7.1.2 – Juarez Cintra Pereira, fiscal do Estado, casado com Cecília Queiroz Cintra Pereira. Com geração.

3.7.1.3 – Maria Antônia Mendonça de Barros casada com o Dr. Antônio Mendonça de Barros, advogado, que foi prefeito de Campinas na década de 1950. Pais de:

  1. a) Maria Lúcia Barros da Silva Luca,

casada com Alfredo Henrique da Silva

Luca;

  1. b) Maria Regina Mendonça de Barros;
  2. c) Fernando Antônio Mendonça de

3.7.2 – Arthur Pereira, tesoureiro da Câmara Municipal de Amparo;

3.7.3 – Raul Pereira.

3.8 – Helena Carolina de Cássia, batizada em 1838 (EFA, 28 – BA-3:40v), casada em 1857 com Fortunato José Dantas de Vasconcelos, de Bragança, filho de Januário José Dantas de Vasconcelos e de Gertrudes Maria da Conceição;

3.9 – Tenente Francisco Antônio Pereira, batizado em 1842 (EFA, 28 – 1º of. 35:64 – BA-4:11). Foi casado com Cristina Leopoldina do Prado (1ºof.12:102). Morava em Campinas em 1876 (1º of. 35:132)

3.10 – Rita Maria de Cássia, natural de Bragança, filha de José Antônio Pereira e de Ana Rita de Cássia, casou no Amparo em 1845 com seu parente em 3.0  grau transversal João Caetano de Oliveira, natural de Caldas, morador em São João da Boa Vista, filho de José Garcia de Oliveira e Caetana Maria de Jesus (CA-2:71). João Caetano de Oliveira e Rita Maria de Cássia, foram pais de:

3.9.1 – Caetana, batizada em 1850. (BA-5:25)

3.9.2 – Maria, batizada em 1852, sendo padrinhos Luís Garcia de Oliveira, “freguês de São João do Jaguari”, e Eufrásia Maria Amélia (BA-5:81)

3.9.3 – Sabino, batizado em 1853 (BA-5:114)

3.11 – Clara, batizada em 1839.

3.12 – Maria, batizada em 1840;

3.13 – Silvério, batizado em 1844, sendo padrinhos José Manuel Cintra e sua mulher Constança Miquelina da Silveira (BA-4:47v)

 

Do segundo casamento, com Maria da Silveira Campos, filha de Joaquim da Silveira Franco e de sua primeira mulher Fortunata Francelina de Campos, o tenente seria pai de:

3:14 – Amélia, com 11 anos em 1876; é a Amélia da Silveira Pereira, filha do falecido José Antônio Pereira e de Maria da Silveira Campos, que casou no Amparo em 1883 com Quintino Fernandes de Oliveira, natural da Freguesia de São Silvestre, em Portugal, filho de Antônio Fernandes Vieira e de Ana Alves Leite (CA-10:26/26v); tiveram pelo menos:

3.14.1 – Armando Fernandes de Oliveira, filho de Quintino Fernandes de Oliveira, faleceu em Amparo em 24/1/1904.

3.15 – Júlia Pereira da Silveira, com 9 anos em 1876; casou em 1885 com José Martins Ribeiro Júnior, filho de José Martins Ribeiro e de Felicidade Ribeiro de Oliveira Carvalho, este provavelmente português (CA-11:12v/13)

3.16 – Joaquim, com 7 anos;

O Tenente José Antônio Pereira faleceu antes de 4/2/1876, data em que a viúva Maria da Silveira Franco outorgou procuração a Bernardino de Campos para o inventário. (1º of., 35:107)

NOTA: Há outros homônimos, inclusive um José Antônio Pereira, natural da “vila de São José” (dos Campos?), filho de outro José Antônio Pereira e de Inácia Nunes de Brito, casado      em Serra Negra em 1847 com Felizarda Maria, amparense, filha de Salvador Rodrigues e Ana Maria de Jesus. Um quarto José Antônio Pereira casado com Maria Policena também é  mencionado em 1836 (talvez seja este o irmão de Ana Alves, mencionado num batizado em 1831). Um quinto José Antônio Pereira foi casado com Maria Prudência.

 

4 – Manuel Joaquim Pereira, casado com Ana Jacinta de Oliveira, que depois de viúva se casou com Francisco Antônio Pereira, irmão de Manuel. Manuel Joaquim já era falecido em 1845. Manuel e Ana Jacinta tiveram:

4.1 – José Bonifácio Pereira, natural de Bragança, casado no Amparo em 1843 com Ana de Sousa Morais, que também era conhecida como Ana Gertrudes de Sousa, amparense, filha de Felipe Antônio Pereira e de Maria Gertrudes de Sousa. Foram pais de:

4.1.1 – Felipe, batizado em 1850;

4.1.2 – José, batizado em 1853 (BA-5:118v).

4.2 – José Joaquim Pereira, que declarou terras de sua herança ao Registro Paroquial em 1856. (RPT,248)

 

5 – Ana Joaquina Pereira – Tronco I – casada com Francisco de Lima Bueno.

6 – Felipe Antônio Pereira – Tronco III

 

TRONCO  III  

 

III –     Felipe Antônio Pereira, natural de Parnaíba (AAC), fiscal suplente da Capela do Amparo em 1834 (PO,10), aqui morador desde 1822, foi casado com Maria Gertrudes de Sousa, filha do Capitão Roque de Sousa de Moraes e Teresa Franco de Jesus. Foi possível apurar também que Felipe Antônio Pereira tinha três irmãs, Ana Joaquina Pereira, Delfina Pereira e Maria Antônia Pereira, o que parece ser indício decisivo para incluí-lo entre os filhos do Tronco II, mas é preferível aguardar provas mais contundentes. Felipe serviu como fiscal suplente da administração pública em 1834, ainda ao tempo da capela curada. Felipe teve terras em Jacutinga-MG, que seus herdeiros venderam em 1868. Felipe Antônio e Maria Gertrudes foram pais de:

1 – Joana de Sousa de Moraes, casou em 1835 no Amparo com Joaquim de Godoy Silveira, viúvo de Teodora Maria de Oliveira (ou Teodora Pinto); enviuvando deste, casou com Lourenço Justiniano Ferreira. Joana e Joaquim foram pais de:

1.1 – Antônio, falecido com 2 anos em 1842 (OA-3:42v)

1.2 – Maria Policena de Godoy, menor em 1855 (RPT, 176), casada em 1859 com Francisco Barbosa de Cerqueira, natural de Mogi-Mirim e morador em Serra Negra, filho de João Barbosa de Siqueira e de Ana Joaquina de Oliveira;

1.3 – Ana; batizada em 1851.

2 – Maria, batizada em 1832 (BA-2:2v). Deve ser a Maria Jacinta de Moraes, casada com o alferes Manuel Joaquim de Cerqueira César, que venderam em 1868 a Bento Mariano de Toledo terras no distrito de Jacutinga, Província de Minas Gerais, havidas por herança de Felipe Antônio Pereira. (1ºof. 19:26); foram pais de:

2.1 – Maria Augusta César, filha de Manuel Joaquim de Cerqueira César e de Maria Jacinta de Moraes, casou no Amparo em 1882 com João Batista de Assis Ferreira, filho de Fermino Hermenegildo de Assis Ferreira e de Maria Augusta do Carmo, sendo testemunhas Joaquim Ferreira de Lima e Antônio Muniz Guimarães (CA-10:8/8v)

3 – Ana, casada no Amparo em 1842 com José Bonifácio Pereira, natural de Bragança, filho de Ana Jacinta de Oliveira e de Manuel Joaquim Pereira; foram  pais de:

3.1- Felipe, batizado em 1850

4 – Bento Antônio de Moraes, a quem Felipe Antônio Pereira doou uma escrava em 14/12/1860 (1ºof.7:59v)

 

TRONCO  IV

 

IV – Joaquim Antônio Pereira, morador vindo de Juqueri antes de 1829 e já falecido em 1836, casado com Bernarda Maria, constitue mais um tronco da família Pereira (é possível que também fosse filho do tronco II, mas ainda não encontramos provas decisivas). Foram pais de:

1 – Paulo Antônio Pereira, natural de Juqueri, casado no Amparo em 1843 com Gertrudes Maria Pereira, filha de João Pereira Vidal e Claudina Maria da Conceição; pais de:

1.1 – Gertrudes, falecida em 1852;

1.2 – Ana Maria Pereira, casada em 1866 com Antônio Leme da Silva, de Bragança, filho de Salvador Mendes da Silva e Gertrudes Maria de Sousa; Ana Maria Pereira, viúva de Antônio Leme da Silva, sepultado em Amparo, , casou no Amparo em 1879 com João Antônio Soares, filho de Antônio Alves de Siqueira e de Isabel Maria de Moraes sendo testemunhas Francisco Vieira da Rocha e Antônio Caetano Nunes (CA-7:82v).

1.3 – Francisco Antônio do Espírito Santo, que casou no Amparo em 1867 com Josefa Maria da Conceição, filha de José Bueno da Silva e Dionísia Maria (CA-5:107)

1.4 – Claudina Maria de Jesus, filha de Paulo Antônio Pereira e Gertrudes Maria Pereira, casou no Amparo em 1869 com Francisco Pires de Oliveira, amparense, filho de Pedro Pires de Oliveira e Luíza Maria de de Jesus.(CA-6:2v)

1.5 – Maria, batizada no Amparo em 1850. (BA-5:36)

1.6 – Martinho, batizado em 1852 no Amparo, sendo padrinhos Martinho Lopes de Lima e Ana Francisca de Lima (BA-5:89); faleceu no ano seguinte (ADF, 11v)

2 – Maria, batizada no Amparo em 1829.

3 – Policena Maria de Jesus, madrinha de batismo em 1839.

 

TRONCO V

 

V – José Joaquim Pereira, personagem frequente nos assentamentos da Cúria Diocesana de Amparo, era, quase certamente, filho de Manuel Joaquim Pereira e Ana Jacinta de Oliveira, e neto de Manuel Antônio Pereira, o tronco II. Mas, enquanto não forem encontrados documentos relativos ao seu nascimento, não haverá certeza. Por isso, preferimos colocá-lo, por enquanto, em um tronco à parte. Assim, José Joaquim Pereira, casado com Felicidade Maria de Siqueira (o nome desta aparece às vezes incompleto ou estropiado), foi pai de:

1 – Antônio, batizado em 1832  no Amparo (BA-2:7v)

2 – Modesto Antônio de Godoy, batizado em 1834 (BA-2:37),  casou no Amparo em 1850 com Josefa Maria Franco, filha de Inácio Corrêa Franco e Joaquina Maria. (CA-2:30v) Eram donos de um sítio de 6 alqueires na Boa Vereda, herdado de Joaquina Maria; (RPT, 255). Foram pais de:

1.4.1 – José, batizado em 1851 (BA-5:72)

3 –  José Antônio de Godoy, filho dos falecidos José Joaquim Pereira e Felicidade Siqueira, casou no Amparo em 1862 com Firmina Maria Borges, filha de Joaquim Borges Bueno e de Floriana Maria Rodrigues (CA-5:33)

4 – João Antônio de Godoy, batizado em 1843, filho de José Joaquim Pereira e Felicidade Maria de Siqueira, casou no Amparo em 1865 com sua parente em 3.0 grau consanguíneo Maria Rosa, filha de Pedro Pires de Godoy e Maria da Conceição (BA-4:39v – CA-5:77)

5 – Liduína Maria de Siqueira, batizada como Ledubina em 1851 (BA-5:49v), filha de José Joaquim Pereira e de Felícia (sic) Maria de Siqueira, casou em 1866 com Pedro Pires das Neves, viúvo de Albina Maria de Jesus (CA-5:98). Liduína e Pedro foram pais de:

5.1 – Emília Maria da Conceição, filha de Pedro Pires das Neves e de Lidobina (sic) Maria de Siqueira, casou no Amparo em 1885 com João Domingues de Araújo, filho do finado Benedito Antônio de Araújo e de Fortunata Maria de Jesus (CA-11:14v).

6 – Joana Maria de Godoy, batizada em 1839, sendo padrinhos Joaqum Teles de Meneses e sua mulher Dionísia Maria de Camargo (BA-3:57v), casou no Amparo em 1855 com Joaquim Pires de Moraes, natural de Bragança, filho de Camilo               Pires Bueno e de Ana Maria de Jesus  (CA-3:53v)

 

TRONCO VI

 

VI –      José Joaquim Pereira e Maria Angélica de Siqueira (o nome correto talvez seja Cerqueira), casal que foi muito dificil de distinguir dos homônimos de José Joaquim, foram moradores do Amparo na primeira metade do século XIX. Além dos vários homônimos, uma intrincada rede de casamentos intra-familiares dificultava a exata compreensão das relações de parentesco; havia fortes indícios de que uma certa Joaquina Maria de Cerqueira seria filha de José Joaquim Pereira, pelo que Manuel Moreira César, filho de José Joaquim e Maria Angélica, teria se casado com uma sobrinha…. Finalmente, a junção de dados dos títulos PEREIRA e RODRIGUES DE MORAES permitiu deslindar todos os parentescos.

Assim, José Joaquim Pereira e Maria Angélica foram pais de:

1 – Manuel Moreira César, natural de Bragança, filho de José Joaquim Pereira e de Maria Angélica de Siqueira, casado no Amparo em 1844 com sua parente Jesuína de Sousa Saldina (Sardinha), filha de Inácio Rodrigues de Moraes e de Joaquina      Maria de Cerqueira (CA-2:68). Manuel e Jesuína foram pais de:

1.1 – Maria, batizada em 1851, sendo padrinhos Lourenço de Godoy Bueno e Clara de Sousa (BA-5:67v)

1.2 – Joaquina Maria da Conceição, filha de Manuel Moreira César e de Jesuína Maria de Jesus, que casou em 1881 com Américo Antônio de Lima, filho de João Antônio de Lima e de Maria Gertrudes da Conceição. Foram testemunhas do casamento Zacarias Vieira de Sousa, tio da noiva, e Vicente, escravo (CA-8:32v).

1.3 – José, batizado no Amparo em 1852, sendo padrinhos João de Sousa Sardinha e Frutuosa Maria de Cerqueira (BA-5:107/107v)

2 – Joaquina Maria de Cerqueira (ou de Oliveira), natural de Bragança, filha de José Joaquim Pereira e de Maria Angélica de Cerqueira, casou em 1830 no Amparo com Inácio Rodrigues de Moraes, viúvo por óbito de Gabriela Pires de Oliveira, filho de Francisco Vieira Sardinha. (CA-2:5- AAC/Rol-1818). Depois, Inácio Rodrigues de Moraes, viúvo de Joaquina Maria de Cerqueira, casou em 1854 no Amparo com Ana Joaquina Pereira, viúva de Francisco de Lima  Bueno. Inácio Rodrigues de Moraes possuia em 1818 terras no bairro Camanducaia, que lhe couberam por falecimento de seu pai Francisco Vieira Sardinha, em comum com outros 6 herdeiros(AAC/Rol-1818 -CA-3:37v). Inácio Rodrigues de Moraes e Joaquina Maria de Cerqueira foram pais de:

2.1 – Maria, batizada em 1835, sendo padrinhos  Antônio de Godoy Moreira e sua mulher Clara de Sousa (BA-2:53v)

2.2 – Joaquim, batizado em 1836 (BA-2:72v)

2.3 – Frutuosa, batizada em 1838 (BA-3:26)

2.4 – Florêncio, batizado no Amparo em 1841. (BA-4:3v)

2.5 – João de Sousa Sardinha, filho de Inácio Rodrigues e de Joaquina Maria de Cerqueira, que casou em Bragança em 1859 com Marinha Franco de Godoy, filha de Joaquim Franco de Godoy e de Clara Maria de Jesus  (CA-3:95v);

2.6 – Jesuína de Sousa Sardinha, filha de Inácio Rodrigues de Moraes e de Joaquina Maria de Cerqueira, casada no Amparo em 1844 com seu tio Manuel Moreira César, natural de Bragança, filho de José Joaquim Pereira e de Maria Angélica de Siqueira (CA-2:68).

2.7 – Zacarias Vieira de Sousa, filho de Inácio Rodrigues de Moraes e de Joaquina Maria de Siqueira, casou no Amparo em 1874 com Maria Guardiana Franco, filha de Albino Mendes do Amaral e Ana Gordiana Franco. Nesse mesmo ano venderam a Teresa Delfina Gomide terras no Lambedor, em comum com órfãos de Joaquim Vieira César e Felisberto de Tal.   (CA-6:72v – 1º of. 31:36)

2.8 – Maria, batizada em 1850. (BA-5:18)

3 – José Joaquim Pereira, filho de José Joaquim Pereira e Maria Angélica, casado em 1842 com Ana Ortiz de Sousa, filha de Vicente Pires de Lima e Joana Maria de Jesus  (CA-2:55v)  Este José Joaquim Pereira, filho de José Joaquim Pereira e         de Maria Angélica, e seu sobrinho João de Sousa Sardinha, neto de José Joaquim e de Maria Angélica, eram donos de um sítio com a área de “três alqueires e três selamins” na Areia Branca (RPT, 261/262). Deve ser a mesma Ana de Sousa Pires, casada com José Joaquim Pereira, que foram pais de:

3.1 – Delfina, batizada em 1851, sendo padrinhos Manuel Moreira César e Caetana Maria de Jesus (BA-5:58);

3.2 –  Pedro Antônio Pereira, amparense, filho de José Joaquim Pereira e Ana “Hurtiz” (sic, por Ortiz) de Sousa, casou no Amparo em 1874 com Maria Rita da Conceição, natural da Capela Nova de Monte Sião, filha de João Mendes Bueno e Ludovina Maria de Jesus. (CA-6:74)

3.3 – José, batizado em 1843, sendo padrinhos Vicente Pires de Lima e as mulher Joana Maria de Jesus (BA-4:29)

 

TRONCO VII

VII –     José Roberto Pereira e Felizarda Maria do Espírito Santo, casal de origem ignorada, viveu no Amparo na segunda metade do século XIX. Deixaram.

1 – Maria Domingues de Jesus, filha de José Roberto Pereira e Felizarda Maria do Espírito Santo, casou no Amparo em 1864 com Evaristo Lourenço de Sousa, natural de Cambui-MG, morador em Serra Negra, filho de João Lourenço de  Sousa e Teodora Maria Francisca.  (CA-5:63)

2 – Pedro Domingos de Araújo, amparense, filho de José Roberto Pereira e de Felizarda Maria do Espírito Santo, casou no Amparo em 1874 com Maria Linda de Jesus, também amparense, filha de José Antônio de Godoy e de Linda Maria de Jesus, já falecida. (CA-6:73v)

3 – Antônio, batizado em 1851, sendo padrinhos Zacarias Antônio de Moraes e Maria Rosa de Oliveira (BA-5:74v)

4 – Florisbela Domingues de Campos, filha de José Roberto Pereira e de Felizarda Maria do Espírito Santo, casou no Amparo em 1878 com João Antônio de Lima, filho de Pedro Manuel Nogueira e de Francisca Maria de Lima, sendo testemunhas Mariano Leite de Camargo e Francisco Miano Pereira (CA-7:55v)

 

TRONCO VIII

VIII – Um caso perigoso de homonímia é o de Manuel Joaquim Pereira; existem dois, sendo um deles irmão de José Antônio Pereira, do Tronco II. O outro, aqui descrito, é Manuel Joaquim Pereira, casado com Angélica Maria do Carmo; depois de viúvo de Angélica Maria do Carmo,casou em 1855 com Ana Maria Franco, filha de Manuel Joaquim Franco e de Francisca Maria de Jesus (CA-3:47v). Manuel Joaquim Pereira e Angélica foram pais de:

1 – Gertrudes, batizada em 1840, sendo padrinhos Francisco Xavier do Passo e sua mulher Gertrudes Maria Cardoso (BA-3:70). É Gertrudes Maria Pereira, que casou em 1855 com seu parente em 4.0 grau mixto ao 2.0 de consanguinidade Antônio Maximiano Pereira, filho de Martiniano Pereira de Oliveira e de Maria Rosa Gomes, ambos falecidos (CA-3:49);

2 – João, menor, filho de Manuel Joaquim Pereira e Angélica Maria, batizado e falecido em 1852 (BA-5:103 – ADF,8). José Tiago da Silva Leme e Ana Rodrigues do Espírito Santo haviam sido seus padrinhos.

3 – João, outro, filho de Manuel Joaquim Pereira e de Angélica Maria do Carmo, faleceu em 1854 (ADF, 12v)

4 – Manuel dos Santos de Oliveira Cardoso, batizado em 1842 (BA-4:21v), filho de Manuel Joaquim Pereira e de Angélica Maria Jesus (ou do Carmo), casou no Amparo em 1859 com Delfina Eufrosina da Glória, filha de Jacinto Félix (da Boaventura?), já falecido e de Ana Joaquina de Jesus (CA-3:95v).

 

TRONCO IX

IX – Inácio José Pereira e Maria Delfina foram um dos muitos casais dessa estirpe tão prolífica que deu nome a um de nossos bairros. Após o falecimento de Inácio José, sepultado no Amparo, Maria Delfina Pereira casou no Amparo em 1883 com Antônio Inôcencio de Godoy, filho de Vicente João de Godoy e de Mariana Mateus de Godoy, sendo testemunhas Francisco Batista Bueno e Serafim de Sousa Moraes (CA-7:32v). Inácio José Pereira e Maria Delfina tiveram:

1 – Cândida Amélia de Jesus, filha de Inácio José Pereira e Maria Delfina, casou no Amparo em 1883 com Sabino José Franco, sendo testemunhas Júlio Cândido de Abreu e Pedro Antônio de Menezes (CA-10:25v)

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